Casais constrói novo Museu do Café

    A Casais Engenharia e Construção foi convidada pela Delta Ciência Viva e Desenvolvimento para ser responsável pela renovação do Museu do Café (da Delta), na Herdade das Argamassas, em Campo Maior.


    A obra cujo valor total de adjudicação ronda os 2,5M€ tem prazo de execução previsto de 11 meses e conjuga, em simultâneo, a construção de raiz de um novo edifício com a beneficiação/melhoramento do atual museu.

    A empreitada a realizar prevê a construção de um edifício horizontal que se desenvolve em três níveis: Cave, Piso de Entrada e Balcão. A cave destina-se a armazém e preparação dos conteúdos museológicos e dos eventos. No piso de entrada serão instaladas a zona de receção e cafetaria que em conjunto formam uma zona de estar e de lazer.

    A partir daqui, e em formato de open space  surge um espaço para exposição, multifuncional, e com duas áreas distintas – auditório e estufa -  que surgem interligadas com o restante espaço e foram criadas com o propósito de serem igualmente zonas de eventos, exposição e ações diversas. Ao nível do balcão ficará instalado o espaço administrativo e uma mediateca de utlização mais restrita.

    O conceito subjacente ao projeto do Arquitecto João Simão – DIADE Arquitectura e Design -  faz uma “integração deliberada do atual museu na nova estrutura, na medida em que essa integração permite-nos reportar ao percurso histórico”. Na verdade, o atual museu conta com um espólio único, com uma forte marca da região em que se insere, da setor de atividade, da ação comercial e social da empresa Delta Cafés.

    Nessa medida, o novo Museu do Café pretende assumir-se como um espaço de cultura associado às novas tecnologias e espaços de experimentação, num registo próximo de um pavilhão multiusos, “integrado numa unidade industrial, em plena paisagem rural alentejana”.

    Museu do Café – a obra

    Robustez, espírito funcional e simplicidade das formas reforçam a imagem “purista” da construção. O conceito definido para este projeto privilegia a funcionalidade e o carácter pratico da utilização, com vista a uma fácil manutenção e conservação da construção. Foram igualmente objeto de estudo as melhores soluções face ao conforto ambiental, ventilação e iluminação natural com qualidade térmica e acústica.

    Em termos de características diferenciadoras desta empreitada, destaque para a iluminação cujas  soluções privilegiam o controle da iluminação natural com recurso a palas e lamelas articuladas na estrutura. A realçar ainda a execução de um elevador panorâmico, virado a poente, que vai permitir uma visão da  envolvente  ao museu (vinhas e vista para a adega Mayor). Em relação ao revestimento de pavimentos interiores, a escolha recaiu sobre materiais nobres como o azulino de cascais polido, granito cinza flamejado, mármore de Estremoz branco e parquet tipo ao cutelo em Afizélia.

    Fonte: Casais
    Data: 12/06/2012

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