Sector essencial para o País
Levámos as questões do turismo aos nossos convidados do Painel. As respostas não podiam ser mais pertinentes.
De uma forma geral, praticamente todos são da opinião que a retoma do sector vai depender dos países com maior capacidade de resposta à actual crise.
Outros defendem que se deveria apostar nos países nórdicos, já que “Portugal oferece tudo para a retoma”.
Há, no entanto, posições mais pessimistas, como a expressa, por exemplo, por Carlos Leiria Pinto que afirma: “Não me parece ser possível uma retoma antes do início de 2011”.
A generalidade dos comentadores considera que o turismo residencial continua a ser muito sazonal. E dão um conselho: “o Governo deve aprender com a crise”.
A comercialização dos nossos produtos turísticos também veio ao debate. Alguns especialistas consideram que se devia fazer uma grande campanha junto dos novos mercados, nomeadamente da Rússia, Escandinávia, Brasil e Angola.
Outros reconhecem que, em 2009, foi o consumo interno que “safou” um ano que se previa mau. Para todos os efeitos, Portugal devia afirmar-se como “palco de grandes eventos internacionais”.
Há todavia quem levante uma questão pertinente: “E que tal uma revisão de preços”. Com efeito este é um dos temas mais abordados no sector mas que está muito condicionado pela situação de cada projecto face à banca.
O tempo do dinheiro fácil já passou. Daí, em muitos casos, a dificuldade de ajustar a oferta às capacidades da procura. Em relação aos projectos PIN, “aprovados e parados”, há a convicção, entre os comentadores de que ninguém desiste e que a banca devia de dar um maior apoio, pois só o clima não é suficiente.
Há, contudo, uma palavra que está na ordem do dia: “Não à especulação”. O que é preciso é, como diz Gilberto Jordan, “atravessar este período recessivo numa óptica de preservação do valor já criado”. Significa isto que apesar de tudo há ainda uma dominante optimista.
Leia o Painel em detalhe que vale a pena. |
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